Código de Da Vinci revisitado pela Opus Dei
Envio-vos as palavras da Opus Dei sobre o 'Código de Da Vinci' retirada do site desta instituição em Portugal http://www.opusdei.org/art.php?w=28&p=7972.
Juntei alguns comentários a algumas destas afirmações:
“O Código da Vinci” O Código da Vinci, uma história de ficção em que se questiona a verdade do catolicismo, está no topo de vendas em vários países.
COMENTÁRIO 1: 1º lugar do top de vendas em cidades como Madrid, Nova York ou Rio de Janeiro. Particularmente interessante é o facto de se encontrar em 1º lugar há pelo menos de 15 semanas em PORTUGAL e não existir sequer uma referência de destaque na TV ou imprensa.
"Embora sendo uma obra de ficção, é ofensiva para a Igreja por manipular ludicamente os seus fundamentos. Sintetizamos alguns comentários publicados em jornais dos Estados Unidos e de Espanha."
Aceprensa - serviço 11/0420 Abril 2004
COMENTÁRIO 2: OFENSIVA e MANIPULAR palavras demasiado fortes para um livro de ficção publicado em sociedades com sistemas de governo livre e democráticos. Nem imaginam o que estes tipos deste jornal "Aceprensa" chamaram ao AYATOLA KHOMEINI quando resolveu condenar à morte o SALMON RUSHDIE. Alguns dos temas e assuntos interessantes debatidos actualmente por este jornal de inspiração cristã:1 - Sida: Los países que han frenado la epidemia dieron prioridad a la promoción de la abstinencia y la fidelidad2 - Admitir las bodas entre homosexuales sería una discriminación contra el matrimonio Para consultas mais profundas em http://www.aceprensa.com/listo/indice.htm#uniones
"Andy Welborn no Our Sunday Visitor (8.VII.2003) adverte que “não é grande perda para o leitor” explicar o argumento do romance. “Um conservador do museu do Louvre é assassinado, mas antes de morrer consegue deixar pistas e colocar-se de forma singularmente significativa. A sua neta Sofia e um investigador americano descobrem que o avô tratava de deixar uma mensagem não sobre o assassino, mas sobre um grande segredo. (…) O avô fazia parte de uma antiga sociedade secreta chamada O Priorado de Sião, que durante muitos anos se encarregou de guardar esse grande segredo, cuja revelação supunha uma ameaça para as concepções actuais da humanidade. Logicamente, a Igreja Católica ter-se-ia esforçado durante estes últimos dois mil anos por guardar este segredo”.
“Em que consiste o grande segredo? Em que Jesus foi casado com Maria Madalena, que estava grávida quando Cristo foi crucificado. Os descendentes daquela criança ainda sobrevivem e mantêm-se no anonimato protegidos pelo Priorado de Sião, que é também o guardião da verdadeira fé em Jesus e Maria Madalena, baseada na teoria do sagrado feminino. A novela portanto consiste numa corrida em demanda do Santo Graal. Mas em vez de buscar o cálice da Última Ceia, procura principalmente os restos mortais de Maria Madalena”.
COMENTÁRIO 3 - E esta hein...?
“Sofia e o americano começam uma competição na qual a Igreja é sua rival, representada na figura de um albino, membro do Opus Dei, que recebe indicações de um bispo e de um misterioso Teacher. Correm atrás das pistas codificadas que o avô de Sofia foi deixando. É um grande puzzle que os levará dos Bancos de Zurique à igreja do Santo Sepulcro, e da Abadia de Westminster às pinturas de Leonardo da Vinci. A história de da Vinci consiste em que parece ter gravado a sua devoção ao Santo Graal Feminino na representação da Última Ceia, na qual a personagem à direita de Jesus não é São João, mas Maria Madalena, sua companheira”.
“Muito poucas coisas deste enredo são propriamente originais – conclui Andy Welborn. A maioria procede do fantasioso trabalho Holy Blood, Holy Grail e o resto são remendos de ridículas e gastas teorias esotéricas e gnósticas. (…) E aposto consigo o que quiser que desconhecia que a divindade de Jesus Cristo foi uma invenção do imperador Constantino para sustentar o seu poder; pois ‘até aquele momento da história – escreve o próprio Dan Brown –, Jesus era visto pelos seus discípulos como um profeta mortal, um poderoso e um grande homem, mas nada mais. Um mortal”.
COMENTÁRIO 5 - Falta neste comentário mais qualquer coisa, para que se justifique tão grande infámia contra a Opus Dei, que faço também questão de referi, o facto de no livro se referir que a Opus Deis controla economicamenete e politacamente o Vaticano pelo 'simples' facto de ter salvo da banca rota o Banco do Vaticano com um enorme empréstimo monetário.
No Chicago Sun Times (27.IX.2003), Thomas Roeser mostra alguns erros de facto em que incorre Brown: “Supostamente, a solução pode encontrar-se no fresco da Última Ceia, onde, insiste Brown, a figura que está à direita de Cristo não é São João, mas Maria Madalena (não é verdade, explica Bruce Broucher, conservador do Art Institute de Chicago, que deitou por terra a sua teoria).”
Conjecturas excêntricas
“As conjecturas excêntricas de Brown – prossegue Roeser – misturam-se com factos e investigações falseadas: os Jogos Olímpicos da antiguidade celebravam-se em honra de Zeus, e não de Afrodite; os Templários, que supostamente são os guardiães do ‘segredo’ da Madalena, não foram os construtores das catedrais do seu tempo, mas sim os bispos europeus; as catedrais góticas não têm qualquer simbolismo feminino: a crítica Sandra Miesel interroga-se com assombro: “Que parte da anatomia feminina representam o cruzeiro ou as gárgulas da nave lateral de Chartres?”.
COMENTÁRIO 6: As áreas do quadro da 'Ultima Ceia' de tal infame suspeita são: a figura afeminada de S.João Baptista à direita de JC, que segundo a teoria de Brown (ou do Priorado do Sião), é Maria Madalena; o facto de ambas as figuras JC e MM representarem devido às suas posições na mesa um M de Matrimónio, outro símbolo representado por estas figuras são o facto de sobre a mesa parecerem afastadas, mas quase se tocando com as mãos representando um V (símbolo do Graal: o cálice e o útero feminino); ambas as figuras (MM e JC) estarem vestidas como imagens reflexas um do outro (Yin e Yang); a mão de "ninguém" empunhando uma faca no meio dos apóstolos que se encontram do lado esquerdo da mesa; a própria figura de Leoanardo DaVinci, é o 2º apóstolo de barba e cabelo branco a contar da direita de costas para Cristo; De notar que não o cálice que a igreja católica evidencia como referência da ultima ceia de Cristo na pintura de Leonardo não existe; Na imagem da 'faca' que vos envio o Apóstolo Pedro, fundador da igreja, parece ameaçar com a sua mão junto ao pescoço MM. Segundo esta teoria JC teria delegado a MM a continuidade da sua Igreja, tendo por base a linhagem directa que existia no ventre de MM. Seguindo os princípios inovadores que supostamente teria introduzido na sociedade sionista com esta sua nova seita/igreja, teria colocado novamente a mulher como pedra basilar do seio da sociedade dos homens, retomando algumas crenças pagãs anteriores ao seu tempo que preconizavam esse culto como o já tinham feito os Gregos e posteriormente os Egípcios.
“O ódio ao catolicismo impregna todo o livro – indica Roeres –, mas as piores invectivas vão dirigidas ao Opus Dei, prelatura pessoal aprovada por João Paulo II. Um ‘monge’ do Opus Dei (espantosamente Brown não compreende que essa organização não tem monges) é um assassino, que mata para impedir que o ‘segredo’ da Madalena venha a público. Eu não sou do Opus Dei, mas conheço-o e admiro-o, entre outras coisas, pelas suas escolas de jovens sem recursos de Chicago, onde fui professor”.
COMENTÁRIO 7: 'Caro sr. Roeser' talvez o melhor seja o mais comum dos mortais tirar essas conclusões, tendo em conta o elevado nível de subjectividade dos seus comentários. Entre outras infâmias divulgadas no livro (capitulo 5) está esta (não referida pelo sr. Roeser): a existência de um grupo de vigilância de ex-menbros da Opus Dei, Opus Dei Awereness Network (ODAN) para tal basta consultarem o site da ODAN http://www.odan.org, que relata com exactidão os feitos cometidos por esta organização fundada pelo bispo espanhol Josemaría Escrivá em 1928. Não pretendia evidenciar a relação profissional deste senhor, com a Opus Dei como forma de justificar tais afirmações, mas pairará sem no ar o bom espirito católico de que "não se cuspirá no prato onde se comeu". Outra referência relativamente aos monges, reparem na estátua de Josemaría Escrivá e tirem as vossas conclusões, isto para não falar nos rituais de que alguns elementos desta seita praticam, poderão consultar no site da ODAN.
A novela situa Leonardo da Vinci como fazendo parte da sociedade secreta O Priorado de Sião que esconde as suas explicações em três dos seus quadros mais conhecidos: Gioconda, Virgem dos Rochedos e Última Ceia. A medievalista Sandra Miesel (New York Daily News, 4.IX.2003), entre outras coisas, ironiza sobre a substituição de São João por Maria Madalena: “Esta curiosa faceta nunca tinha sido descoberta até agora…”.
Ignorância histórica
O protagonista do livro menciona a ausência do cálice na pintura de Leonardo como prova de que da Vinci não sabia nada do que estava envolvido no Graal. Mas, como bem explica a historiadora Sandra Miesel, “o fresco foi inspirado na passagem do Evangelho de São João, que não diz nem uma palavra sobre a instituição da Sagrada Eucaristia”. Por outro lado é ridículo apresentar “um Papa que lança ao Tibre as cinzas dos Templários que ele exterminou… exactamente na época em que o papado estava no Desterro de Avinhão”.
COMENTÁRIO 8: Haja fé para acreditar num argumento com rigor histórico e científico preconizado por esta afirmação de Sandra Miesel.Caso pretendam uma analise mais profundo da teoria de Brown, poderão fazer uma pesquisa na net por esta palavra "EVANGELHOS AGNÓSTICOS" ou pelo inglês "GNOSTIC GOSPELS" e procurem pelos textos de "Nag Hammadi" e dos "Manuscritos do Mar Morto".
Nas páginas do Weekly Standard (22.IX.2003), a escritora Cynthia Grenier afirma sobre O Código da Vinci que “se pode falar de uma visão feminista extremista” da fé cristã e católica. “Chamem-me céptica – escreve – mas não estou disposta a comprar este romance. Os rituais que relata são fruto de uma miscelânea de vários contos imaginários. Se alguma vez considerou a possibilidade de que o Santo Graal procurado pelos cavaleiros do Rei Artur seja realmente o ventre da Madalena, então O Código da Vinci é o seu romance. Se a sua imaginação nunca se inquietou nesse sentido, o melhor é esquecer a novela. Seguramente ter-lhe-á caído das mãos este livro de 454 páginas quando o autor relatar a sua última descoberta: debaixo da enorme pirâmide de vidro do pátio do Louvre encontram-se os ossos da mulher de Jesus”.
COMENTÁRIO 9: Como é óbvio este é um livro de FICÇÃO onde o autor cria esta aura de misticismo sobre o local onde supostamente estão os restos mortais de MM. Mas outra coisa...Já alguém explicou a esta senhora o que há dentro das pirâmides do Egipto ?
Não consegui ainda analisar todos os factos históricos deste livro de FICÇÃO que especula sobre algumas questões incomodas, mas até agora pouco há a referir. Mas já agora os múltiplos erros geográficos e históricos referidos, para além da referência a "básicas sobre a história do cristianismo e um mapa", provavelmente esta senhora deveria ser convidada para assistente na Casa Branca, há lá alguém que sabe bem o que isto é ?
Para o crítico espanhol F. Casavella (El País, 17.I.2004), O Código da Vinci é “o maior fiasco que este leitor teve entre mãos desde as novelas de quiosque dos anos setenta”. “Não é que tenda para o grau zero da escrita – explica –. Nem que seja maçador, extenso onde não devia, com descrições pouco conseguidas e ao introduzir de dados sobre esse interessantíssimo e originalíssimo mistério em torno do Santo Graal, Leonardo e o Opus. Também não é problema que repita esses dados em páginas contíguas para que até um hipotético ‘leitor parvo’ chegue a assimilá-los. Nem que escamoteie certos fundamentos do enredo do modo mais grosseiro até que resultem inúteis e então apareçam do modo mais tosco. Não importa que as frases sejam tontas, nem tontas as deduções de uns protagonistas de quem se refere a sua imensa inteligência, sem a descrever (…) Também se pode passar por alto que o autor não seja, ao fim e ao cabo, instruído”.
COMENTÁRIO 11: Será que ele já leu a bíblia ?
Por último, conclui Casavella: “Pode-se perdoar tudo, o que não se pode perdoar é que este romance seja promovido, e não só pelos canais publicitários convencionais, como um produto de certo valor. Para nos entendermos, Dan Brown e o seu código têm que ver com o romance popular o mesmo que Ed Wood com o cinema. (…) Não posso deixar de felicitar as editoras de todo o mundo que na devida altura recusaram a publicação desta infâmia e agora não se arrependem. É a prova que há um resto de dignidade, não só no mundo editorial, mas também no sistema mercantil”.
COMENTÁRIO 12: Pois...Estás apresentado pá!
CONCLUSÃO: Leiam o livro. É muito interessante. Estimula-nos o pensamento. Acho que há sempre espaço para mais uma ideia diferente sobre a história, o que somos, para onde vamos, etc, e são sempre 30 minutos por dia depois do jantar ou antes de dormirmos que 'perdemos'. Num mundo actual tão limitado de novas ideias, e tão cheio de futilidades e falsas aparências vale a pena olharmos para outros sítios que não os habituais.
Leo DiMona
Juntei alguns comentários a algumas destas afirmações:
“O Código da Vinci” O Código da Vinci, uma história de ficção em que se questiona a verdade do catolicismo, está no topo de vendas em vários países.
COMENTÁRIO 1: 1º lugar do top de vendas em cidades como Madrid, Nova York ou Rio de Janeiro. Particularmente interessante é o facto de se encontrar em 1º lugar há pelo menos de 15 semanas em PORTUGAL e não existir sequer uma referência de destaque na TV ou imprensa.
"Embora sendo uma obra de ficção, é ofensiva para a Igreja por manipular ludicamente os seus fundamentos. Sintetizamos alguns comentários publicados em jornais dos Estados Unidos e de Espanha."
Aceprensa - serviço 11/0420 Abril 2004
COMENTÁRIO 2: OFENSIVA e MANIPULAR palavras demasiado fortes para um livro de ficção publicado em sociedades com sistemas de governo livre e democráticos. Nem imaginam o que estes tipos deste jornal "Aceprensa" chamaram ao AYATOLA KHOMEINI quando resolveu condenar à morte o SALMON RUSHDIE. Alguns dos temas e assuntos interessantes debatidos actualmente por este jornal de inspiração cristã:1 - Sida: Los países que han frenado la epidemia dieron prioridad a la promoción de la abstinencia y la fidelidad2 - Admitir las bodas entre homosexuales sería una discriminación contra el matrimonio Para consultas mais profundas em http://www.aceprensa.com/listo/indice.htm#uniones
"Andy Welborn no Our Sunday Visitor (8.VII.2003) adverte que “não é grande perda para o leitor” explicar o argumento do romance. “Um conservador do museu do Louvre é assassinado, mas antes de morrer consegue deixar pistas e colocar-se de forma singularmente significativa. A sua neta Sofia e um investigador americano descobrem que o avô tratava de deixar uma mensagem não sobre o assassino, mas sobre um grande segredo. (…) O avô fazia parte de uma antiga sociedade secreta chamada O Priorado de Sião, que durante muitos anos se encarregou de guardar esse grande segredo, cuja revelação supunha uma ameaça para as concepções actuais da humanidade. Logicamente, a Igreja Católica ter-se-ia esforçado durante estes últimos dois mil anos por guardar este segredo”.
“Em que consiste o grande segredo? Em que Jesus foi casado com Maria Madalena, que estava grávida quando Cristo foi crucificado. Os descendentes daquela criança ainda sobrevivem e mantêm-se no anonimato protegidos pelo Priorado de Sião, que é também o guardião da verdadeira fé em Jesus e Maria Madalena, baseada na teoria do sagrado feminino. A novela portanto consiste numa corrida em demanda do Santo Graal. Mas em vez de buscar o cálice da Última Ceia, procura principalmente os restos mortais de Maria Madalena”.
COMENTÁRIO 3 - E esta hein...?
“Sofia e o americano começam uma competição na qual a Igreja é sua rival, representada na figura de um albino, membro do Opus Dei, que recebe indicações de um bispo e de um misterioso Teacher. Correm atrás das pistas codificadas que o avô de Sofia foi deixando. É um grande puzzle que os levará dos Bancos de Zurique à igreja do Santo Sepulcro, e da Abadia de Westminster às pinturas de Leonardo da Vinci. A história de da Vinci consiste em que parece ter gravado a sua devoção ao Santo Graal Feminino na representação da Última Ceia, na qual a personagem à direita de Jesus não é São João, mas Maria Madalena, sua companheira”.
“Muito poucas coisas deste enredo são propriamente originais – conclui Andy Welborn. A maioria procede do fantasioso trabalho Holy Blood, Holy Grail e o resto são remendos de ridículas e gastas teorias esotéricas e gnósticas. (…) E aposto consigo o que quiser que desconhecia que a divindade de Jesus Cristo foi uma invenção do imperador Constantino para sustentar o seu poder; pois ‘até aquele momento da história – escreve o próprio Dan Brown –, Jesus era visto pelos seus discípulos como um profeta mortal, um poderoso e um grande homem, mas nada mais. Um mortal”.
COMENTÁRIO 5 - Falta neste comentário mais qualquer coisa, para que se justifique tão grande infámia contra a Opus Dei, que faço também questão de referi, o facto de no livro se referir que a Opus Deis controla economicamenete e politacamente o Vaticano pelo 'simples' facto de ter salvo da banca rota o Banco do Vaticano com um enorme empréstimo monetário.
No Chicago Sun Times (27.IX.2003), Thomas Roeser mostra alguns erros de facto em que incorre Brown: “Supostamente, a solução pode encontrar-se no fresco da Última Ceia, onde, insiste Brown, a figura que está à direita de Cristo não é São João, mas Maria Madalena (não é verdade, explica Bruce Broucher, conservador do Art Institute de Chicago, que deitou por terra a sua teoria).”
Conjecturas excêntricas
“As conjecturas excêntricas de Brown – prossegue Roeser – misturam-se com factos e investigações falseadas: os Jogos Olímpicos da antiguidade celebravam-se em honra de Zeus, e não de Afrodite; os Templários, que supostamente são os guardiães do ‘segredo’ da Madalena, não foram os construtores das catedrais do seu tempo, mas sim os bispos europeus; as catedrais góticas não têm qualquer simbolismo feminino: a crítica Sandra Miesel interroga-se com assombro: “Que parte da anatomia feminina representam o cruzeiro ou as gárgulas da nave lateral de Chartres?”.
COMENTÁRIO 6: As áreas do quadro da 'Ultima Ceia' de tal infame suspeita são: a figura afeminada de S.João Baptista à direita de JC, que segundo a teoria de Brown (ou do Priorado do Sião), é Maria Madalena; o facto de ambas as figuras JC e MM representarem devido às suas posições na mesa um M de Matrimónio, outro símbolo representado por estas figuras são o facto de sobre a mesa parecerem afastadas, mas quase se tocando com as mãos representando um V (símbolo do Graal: o cálice e o útero feminino); ambas as figuras (MM e JC) estarem vestidas como imagens reflexas um do outro (Yin e Yang); a mão de "ninguém" empunhando uma faca no meio dos apóstolos que se encontram do lado esquerdo da mesa; a própria figura de Leoanardo DaVinci, é o 2º apóstolo de barba e cabelo branco a contar da direita de costas para Cristo; De notar que não o cálice que a igreja católica evidencia como referência da ultima ceia de Cristo na pintura de Leonardo não existe; Na imagem da 'faca' que vos envio o Apóstolo Pedro, fundador da igreja, parece ameaçar com a sua mão junto ao pescoço MM. Segundo esta teoria JC teria delegado a MM a continuidade da sua Igreja, tendo por base a linhagem directa que existia no ventre de MM. Seguindo os princípios inovadores que supostamente teria introduzido na sociedade sionista com esta sua nova seita/igreja, teria colocado novamente a mulher como pedra basilar do seio da sociedade dos homens, retomando algumas crenças pagãs anteriores ao seu tempo que preconizavam esse culto como o já tinham feito os Gregos e posteriormente os Egípcios.
“O ódio ao catolicismo impregna todo o livro – indica Roeres –, mas as piores invectivas vão dirigidas ao Opus Dei, prelatura pessoal aprovada por João Paulo II. Um ‘monge’ do Opus Dei (espantosamente Brown não compreende que essa organização não tem monges) é um assassino, que mata para impedir que o ‘segredo’ da Madalena venha a público. Eu não sou do Opus Dei, mas conheço-o e admiro-o, entre outras coisas, pelas suas escolas de jovens sem recursos de Chicago, onde fui professor”.
COMENTÁRIO 7: 'Caro sr. Roeser' talvez o melhor seja o mais comum dos mortais tirar essas conclusões, tendo em conta o elevado nível de subjectividade dos seus comentários. Entre outras infâmias divulgadas no livro (capitulo 5) está esta (não referida pelo sr. Roeser): a existência de um grupo de vigilância de ex-menbros da Opus Dei, Opus Dei Awereness Network (ODAN) para tal basta consultarem o site da ODAN http://www.odan.org, que relata com exactidão os feitos cometidos por esta organização fundada pelo bispo espanhol Josemaría Escrivá em 1928. Não pretendia evidenciar a relação profissional deste senhor, com a Opus Dei como forma de justificar tais afirmações, mas pairará sem no ar o bom espirito católico de que "não se cuspirá no prato onde se comeu". Outra referência relativamente aos monges, reparem na estátua de Josemaría Escrivá e tirem as vossas conclusões, isto para não falar nos rituais de que alguns elementos desta seita praticam, poderão consultar no site da ODAN.
A novela situa Leonardo da Vinci como fazendo parte da sociedade secreta O Priorado de Sião que esconde as suas explicações em três dos seus quadros mais conhecidos: Gioconda, Virgem dos Rochedos e Última Ceia. A medievalista Sandra Miesel (New York Daily News, 4.IX.2003), entre outras coisas, ironiza sobre a substituição de São João por Maria Madalena: “Esta curiosa faceta nunca tinha sido descoberta até agora…”.
Ignorância histórica
O protagonista do livro menciona a ausência do cálice na pintura de Leonardo como prova de que da Vinci não sabia nada do que estava envolvido no Graal. Mas, como bem explica a historiadora Sandra Miesel, “o fresco foi inspirado na passagem do Evangelho de São João, que não diz nem uma palavra sobre a instituição da Sagrada Eucaristia”. Por outro lado é ridículo apresentar “um Papa que lança ao Tibre as cinzas dos Templários que ele exterminou… exactamente na época em que o papado estava no Desterro de Avinhão”.
COMENTÁRIO 8: Haja fé para acreditar num argumento com rigor histórico e científico preconizado por esta afirmação de Sandra Miesel.Caso pretendam uma analise mais profundo da teoria de Brown, poderão fazer uma pesquisa na net por esta palavra "EVANGELHOS AGNÓSTICOS" ou pelo inglês "GNOSTIC GOSPELS" e procurem pelos textos de "Nag Hammadi" e dos "Manuscritos do Mar Morto".
Nas páginas do Weekly Standard (22.IX.2003), a escritora Cynthia Grenier afirma sobre O Código da Vinci que “se pode falar de uma visão feminista extremista” da fé cristã e católica. “Chamem-me céptica – escreve – mas não estou disposta a comprar este romance. Os rituais que relata são fruto de uma miscelânea de vários contos imaginários. Se alguma vez considerou a possibilidade de que o Santo Graal procurado pelos cavaleiros do Rei Artur seja realmente o ventre da Madalena, então O Código da Vinci é o seu romance. Se a sua imaginação nunca se inquietou nesse sentido, o melhor é esquecer a novela. Seguramente ter-lhe-á caído das mãos este livro de 454 páginas quando o autor relatar a sua última descoberta: debaixo da enorme pirâmide de vidro do pátio do Louvre encontram-se os ossos da mulher de Jesus”.
COMENTÁRIO 9: Como é óbvio este é um livro de FICÇÃO onde o autor cria esta aura de misticismo sobre o local onde supostamente estão os restos mortais de MM. Mas outra coisa...Já alguém explicou a esta senhora o que há dentro das pirâmides do Egipto ?
Não consegui ainda analisar todos os factos históricos deste livro de FICÇÃO que especula sobre algumas questões incomodas, mas até agora pouco há a referir. Mas já agora os múltiplos erros geográficos e históricos referidos, para além da referência a "básicas sobre a história do cristianismo e um mapa", provavelmente esta senhora deveria ser convidada para assistente na Casa Branca, há lá alguém que sabe bem o que isto é ?
Para o crítico espanhol F. Casavella (El País, 17.I.2004), O Código da Vinci é “o maior fiasco que este leitor teve entre mãos desde as novelas de quiosque dos anos setenta”. “Não é que tenda para o grau zero da escrita – explica –. Nem que seja maçador, extenso onde não devia, com descrições pouco conseguidas e ao introduzir de dados sobre esse interessantíssimo e originalíssimo mistério em torno do Santo Graal, Leonardo e o Opus. Também não é problema que repita esses dados em páginas contíguas para que até um hipotético ‘leitor parvo’ chegue a assimilá-los. Nem que escamoteie certos fundamentos do enredo do modo mais grosseiro até que resultem inúteis e então apareçam do modo mais tosco. Não importa que as frases sejam tontas, nem tontas as deduções de uns protagonistas de quem se refere a sua imensa inteligência, sem a descrever (…) Também se pode passar por alto que o autor não seja, ao fim e ao cabo, instruído”.
COMENTÁRIO 11: Será que ele já leu a bíblia ?
Por último, conclui Casavella: “Pode-se perdoar tudo, o que não se pode perdoar é que este romance seja promovido, e não só pelos canais publicitários convencionais, como um produto de certo valor. Para nos entendermos, Dan Brown e o seu código têm que ver com o romance popular o mesmo que Ed Wood com o cinema. (…) Não posso deixar de felicitar as editoras de todo o mundo que na devida altura recusaram a publicação desta infâmia e agora não se arrependem. É a prova que há um resto de dignidade, não só no mundo editorial, mas também no sistema mercantil”.
COMENTÁRIO 12: Pois...Estás apresentado pá!
CONCLUSÃO: Leiam o livro. É muito interessante. Estimula-nos o pensamento. Acho que há sempre espaço para mais uma ideia diferente sobre a história, o que somos, para onde vamos, etc, e são sempre 30 minutos por dia depois do jantar ou antes de dormirmos que 'perdemos'. Num mundo actual tão limitado de novas ideias, e tão cheio de futilidades e falsas aparências vale a pena olharmos para outros sítios que não os habituais.
Leo DiMona